Paginas

27 de dezembro de 2011

Liturgia e Homilia diária


Primeira leitura - 1Jo 1,1-4
Salmo - Sl 96
Evangelho - Jo 20,2-8
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação doEvangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

No primeiro dia dasemana, 2Maria Madalena saiucorrendo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesusamava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde ocolocaram”. 3Saíram, então,Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos,mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro aotúmulo. 5Olhando paradentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6Chegou também SimãoPedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linhodeitadas no chão 7e o pano que tinhaestado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugarà parte. 8Então entrou tambémo outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou. 

- Palavra daSalvação. 
- Glória a vós, Senhor.

Homilia
João,apóstolo e evangelista de uma fé penetrante
São João Evangelista, ou o Apóstolo João, foi um dos doze apóstolos deJesus e, além do Evangelho, também escreveu três epístolas e o Livro doApocalipse.
João seria o mais novo dos dozediscípulos. Tinha, provavelmente, cerca de 24 anos de vida à altura do seuchamado por Jesus. Consta que seria solteiro e vivia com os os pais em Betsaida. Erapescador de profissão e consertava as redes de pesca. Trabalhava junto com seuirmão Tiago e em provável sociedade com André e Pedro.
As heranças deixadas nos escritos de Joãodemonstram uma personalidade extraordinária. De acordo com as descrições, eleseria imaginativo nas suas comparações, pensativo e introspectivo em suasdissertações e pouco falador como discípulo. É notório o seu amadurecimento nafé por meio da evolução da sua escrita.
Segundo os registros do Novo Testamento,João foi o apóstolo que seguiu com Jesus na noite em que o Senhor foi preso. Oapóstolo foi corajoso a ponto de acompanhar o seu Mestre até a morte na cruz.
Em seu Evangelho, encontramosseis cenas em que aparece um discípulo anônimo. Algumas vezes, ele écaracterizado como “o discípulo amado” ou como “o discípulo a quem Jesusamava”. Assim se dá no encontro com Jesus, junto a João Batista; na últimaceia; na condução de Jesus preso ao pátio do sumo sacerdote; junto à cruz comMaria; nesta narrativa de hoje – do encontro do túmulo vazio – e na pescamilagrosa com o Ressuscitado no mar da Galileia. A tradição identificou-o comoJoão, irmão de Tiago, cujo nome não aparece neste Evangelho, e que seria o seupróprio autor. No encontro do túmulo vazio, enquanto MariaMadalena e Pedro ficam perplexos, este discípulo destaca-se por crer napresença viva de Jesus sem vê-Lo. Sem necessidade de aparições do Ressuscitado,o discípulo tem uma fé penetrante que reconhece a eternidade de Jesus em Suahumanidade a partir da experiência que teve de seu convívio e de seu testemunhode amor.
A história conta que João esteve presentee ao alcance de Jesus até a última hora. A ele foi entregue a missão de tomarconta de Maria, a Mãe de Jesus. Cristo, como Filho único de Maria, tinha aresponsabilidade de cuidar dela após a morte de Seu pai José (quanto aossupostos “irmãos” de Jesus designados nos Evangelhos, os linguistas e historiadoressérios atestam que, em aramaico – antigo idioma utilizado por Jesus – aspalavras que designavam irmãos eram utilizadas indistintamente para primos eoutros parentes).
Jesus poderia, é claro, ter passado essaincumbência para algum de Seus supostos “irmãos” se Ele realmente os tivesse,mas a entregou aos cuidados do melhor amigo, João (sendo tal argumento mais umaprova consistente de que Jesus não teve irmãos carnais).
Depois da morte e martírio de Tiago, Joãoteria partido para a Ásia Menor, onde dirigiu a importante e influentecomunidade cristã de Éfeso, fundada por Paulo anos antes. João esteve váriasvezes na prisão, foi torturado e exilado na Ilha de Patmos, onde teria escritoo Apocalipse, por um período de cerca de quatro anos, até que o cruel ImperadorDomiciano fosse assassinado e o manso imperador Nerva chegasse ao poder emRoma.
De todos os doze apóstolos, João Zebedeufinalmente tornou-se o mais destacado teólogo. Ele morreu de morte natural, emÉfeso, no ano 103 d.C., quando tinha 94 anos.
Que esse grande santo da Igreja nos ajudea proclamar a cada dia que o sepulcro de Cristo continua vazio. Porque Ele nãoestá aqui, ressuscitou como havia dito.
Padre BantuMendonça
Fonte:Canção Nova

Nenhum comentário:

Postar um comentário